À frente da direção criativa do escritório de arquitetura da paisagem, conduzo o paisagismo pela união entre técnica e sensibilidade.
Com base em uma trajetória na engenharia, trago rigor, organização e domínio de projetos complexos. Na natureza, encontro a essência do meu trabalho: criar espaços que se experimentam, não apenas se observam.
Os projetos nascem da leitura precisa do lugar — clima, arquitetura e uso — para construir paisagens coerentes, elegantes e duradouras.
A curadoria de espécies nativas orienta cada decisão, promovendo equilíbrio ambiental, eficiência e permanência.
O resultado são jardins autorais, pensados para integrar, acolher e atravessar o tempo.
Paisagismo botânico para viver e sentir.
Um paisagismo que acolhe, conecta e transforma o espaço em algo profundamente vivo.
Implantado em um terreno de aproximadamente 7.000 m², este projeto foi estruturado a partir da ideia de percurso — um jardim que se revela ao longo do caminhar, organizando a experiência desde a chegada até os espaços de permanência. A entrada é marcada por uma alameda de espécies nativas com floradas alternadas ao longo do ano, criando um ritmo natural de transformação da paisagem. Diferentes ipês, jacarandás, pau-formigas entre outras espécies conduzem o olhar e estabelecem o primeiro contato com o lugar. Ao longo desse eixo, o jardim se desdobra em diferentes atmosferas. Um bosque de frutíferas brasileiras, voltado para o escritório da casa, aproxima o cotidiano da produção e do ciclo natural — um espaço pensado tanto para contemplação quanto para uso. Espécies como cambucá, grumixama, pitanga e bacupari compõem esse ambiente, trazendo diversidade e sazonalidade. No percurso, elementos de pausa e permanência são distribuídos de forma estratégica: a capela, posicionada para contemplação do jardim; os taludes floridos, que introduzem uma linguagem mais romântica; e áreas como o redário e o fogo de chão, sob copas densas que garantem sombra e conforto térmico no clima do interior paulista. A água também participa da construção da paisagem. Um pequeno lago foi criado para atravessar o terreno e se integra à arquitetura ao passar sob a entrada de veículos, ampliando a percepção de continuidade e criando novas perspectivas ao longo do trajeto até a casa. Nas áreas mais próximas à residência, o projeto equilibra abertura e privacidade. Trepadeiras, palmeiras e maciços arbustivos estruturam os limites, filtram vistas e direcionam o olhar para a paisagem mais ampla — especialmente na área da piscina e nas varandas, onde a vista se abre para o horizonte de Porto Feliz. Complementando o uso da família, o nível inferior abriga áreas esportivas, integradas a um paisagismo mais solto e despojado, pensado para convivência e permanência. Mais do que compor cenários, o projeto organiza relações: entre casa e entorno, entre uso e contemplação, entre o tempo imediato e a paisagem que se constrói ao longo dos anos com este jardim exuberante.
Aqui o paisagismo deixa de ser complemento e assume papel estratégico no posicionamento do empreendimento. Desde o acesso principal, o projeto se estrutura a partir de um pátio de chegada com a praça da marca e um espelho d’água que qualifica a experiência e cria identidade. A partir desse eixo, o verde se distribui de forma contínua, conectando os diferentes ambientes — salão de festas, pet place, piscina e quadra de beach tênis — e garantindo unidade visual e sensação de bem-estar em toda a área comum. Cada espaço foi pensado para ampliar o tempo de permanência e o valor percebido. A quadra de beach tênis conta com um lounge de apoio para contemplação e convivência, enquanto a piscina é envolvida por um jardim tropical que contribui para o conforto térmico e acústico, criando uma atmosfera mais acolhedora. O resultado é um paisagismo que não apenas qualifica o uso, mas potencializa o apelo comercial do empreendimento, agregando valor ao produto e contribuindo diretamente para seu desempenho de vendas.
Este projeto é definido por uma exuberância botânica que se desdobra em 17 ambientes distintos, integrando harmonicamente a escala da residência ao seu terreno. O ponto focal reside na criação de uma ilha verde adjacente à piscina: um refúgio onde composições vegetais magníficas e mobiliário de contemplação foram estrategicamente posicionados. Além de configurar um espaço de convivência envolvente, essa estrutura atua como uma barreira visual orgânica, resguardando a privacidade da casa e consolidando um verdadeiro oásis particular, protegido do fluxo urbano. O resultado valoriza a volumetria arquitetônica e transforma a área de lazer em um cenário de introspecção e bem-estar, onde o jardim organiza a transição entre o convívio social e o silêncio da natureza.
O principal desafio deste projeto esteve na condição de esquina, com a área de lazer totalmente exposta às vias. A solução partiu da construção de uma barreira vegetal densa e bem estruturada, capaz de garantir privacidade sem perder leveza e qualidade estética. O desenho do paisagismo organiza essa proteção em camadas, criando um limite eficiente e, ao mesmo tempo, integrando a casa ao entorno de forma mais acolhedora. Paralelamente, o projeto incorpora o desejo das proprietárias por áreas produtivas, com duas hortas bem definidas: uma próxima ao gourmet, voltada a ervas e temperos, e outra, mais ampla, nos fundos, destinada ao cultivo de legumes. A área de lazer se articula a partir desses elementos, com a presença de um pergolado com balanço, um redário e um fire pit, compondo espaços de permanência conectados entre si. O resultado é um conjunto coeso, onde produção, descanso e convívio se integram de forma fluida, transformando a área externa em uma extensão viva e funcional da casa.
Este projeto se desenvolve a partir de uma arquitetura contemporânea que explora ao máximo os espaços, permitindo que o paisagismo atue como elemento de integração e acolhimento. Inserida em um condomínio moderno e voltada para uma área verde, a fachada valoriza momentos de pausa com a presença de uma rede e um divã na varanda, envoltos por um pergolado com trepadeira que filtra a luz e cria uma atmosfera mais íntima. Ao longo do corredor lateral, o jardim assume um papel fundamental: substitui a rigidez do muro por uma composição tropical contínua, visível desde a sala até os dormitórios, ampliando a percepção espacial mesmo em uma faixa estreita. Na área de lazer, o projeto articula diferentes usos em uma única linguagem fluida, conectando cozinha, gourmet, mesa de jogos, piscina, fire pit, espaço de massagem e telão. O paisagismo atua como respiro e elemento de amarração, tanto na lateral da piscina quanto nas áreas de permanência, com uma vegetação tropical que equilibra densidade e leveza. Nos fundos, o jardim vertical estrutura o pano de fundo do telão, reforçando a imersão no verde. O resultado é um conjunto coeso e dinâmico, pensado para um casal jovem, onde o jardim não apenas acompanha a arquitetura, mas potencializa a experiência de viver e conviver nos espaços externos.
Em um condomínio de alto padrão, marcado por diretrizes construtivas rigorosas, o projeto parte de uma condição rara: uma pequena cabana existente, implantada em um terreno generoso e densamente arborizado. A estratégia foi clara — não expandir, mas reinterpretar.Ao transformar a cabana em residência principal e uma edificação secundária em área de estar com jacuzzi e fogo de chão, o projeto preserva a metragem existente e, ao mesmo tempo, subverte a lógica convencional do lote. A arquitetura se mantém, mas seu significado é completamente reconfigurado. Inserida em meio a um bosque consolidado, a paisagem deixa de ser cenário e passa a estruturar a experiência. O trabalho de paisagismo atuou na reorganização e qualificação do que já existia, valorizando a vegetação estabelecida e introduzindo novas camadas sensoriais. Espécies aromáticas foram incorporadas estrategicamente no entorna da residência, contribuindo para conforto ambiental, presença sensorial e também como elemento funcional no controle natural de insetos. O desenho do deck surge como extensão da casa, contornando e integrando árvores existentes — em alguns pontos, permitindo que as palmeiras atravessem sua estrutura, reforçando a ideia de coexistência entre construção e natureza. Na área de estar, junto à jacuzzi, o paisagismo estrutura um espaço de permanência mais intimista, onde o fogo de chão organiza o encontro e a paisagem delimita, com suavidade, o ambiente. O resultado é uma intervenção precisa, que não depende de expansão para ganhar relevância. Um projeto onde o valor está na leitura do lugar — e na capacidade de revelar, com clareza, o potencial que já existia.
O desafio deste projeto partiu de um desejo claro do cliente inglês: trazer para o Brasil a atmosfera dos jardins de sua origem, com seu caráter naturalista, abundante e aparentemente espontâneo. A partir de um jardim já existente, o trabalho consistiu em reinterpretar essa linguagem de forma coerente com o clima e o contexto local, utilizando espécies nativas e respeitando a estrutura arbórea consolidada. O manejo das árvores foram fundamentais para a criação de novos ambientes, como o pátio sob o ipê-rosa da fachada, onde um banco de inspiração inglesa convida à contemplação e valoriza a sazonalidade da floração. Ao longo do terreno, o projeto articula diferentes usos sem perder a unidade. A área gourmet foi requalificada para incentivar a permanência externa, enquanto os fundos ganharam um novo protagonismo com o reforço das frutíferas no perímetro e a criação de um espaço de estar estruturado por um pergolado central. No corredor lateral, a reutilização dos vasos existentes, associada à horta, deu origem a um percurso sensorial que conecta produção e experiência. O resultado é um jardim que equilibra referência e adaptação, traduzindo o espírito dos jardins ingleses em uma paisagem viva, funcional e profundamente integrada ao cotidiano.
Este projeto, pensado para uma jovem família, parte do princípio da convivência, transformando a área externa em um espaço contínuo e integrado. Piscina, pergolado, fire pit, redário e o percurso da escada se conectam por meio de um paisagismo que organiza sem fragmentar, permitindo que cada uso exista com identidade, mas dentro de uma leitura única. A vegetação atua como elemento de transição, suavizando limites e criando um jardim que acolhe tanto momentos de encontro quanto pausas mais íntimas. As frutíferas convidam à experiência de colher diretamente do pé — com destaque para a jabuticabeira que atravessa o pergolado — enquanto as floreiras entre os níveis funcionam como proteção e, ao mesmo tempo, abrigam um jardim comestível ornamental, com ervas, temperos e PANCs. Nas laterais, corredores tropicais ampliam as visuais e conectam os ambientes internos ao verde, consolidando um paisagismo que estrutura o viver e cria memória.
A proposta deste projeto partiu de uma leitura sensível da cliente e da arquitetura da residência, resultando em um jardim de caráter romântico, com composições mais delicadas e envolventes. Na fachada, além da construção estética, o desenho vegetal assumiu também a função de qualificar a privacidade, criando uma transição mais resguardada entre o espaço público e o interior da casa. Nas laterais, o projeto avançou para além da renovação: reestruturamos os jardins existentes e introduzimos novos espaços de contemplação, como um cantinho de leitura estrategicamente posicionado, com vista para toda a área dos fundos e em diálogo direto com o ateliê da cliente. A reativação da fonte — elemento afetivo e previamente subutilizado — tornou-se o ponto focal de um novo jardim, cuidadosamente desenhado para valorizar essa relação visual e sensorial. O resultado é um projeto meticuloso e profundamente personalizado, onde cada decisão reforça a conexão entre paisagem, uso e identidade.
A principal complexidade deste projeto residiu na escala: uma residência urbana em lote contido, onde cada decisão buscou otimizar o espaço sem comprometer a profundidade da experiência. A estratégia partiu do aproveitamento integral da área, transformando recortes em oportunidades de inserção botânica. Camadas de vegetação diluem as fronteiras entre arquitetura e paisagem, evidenciadas no nivelamento da piscina à varanda e na reformulação da área gourmet, onde a ampliação do pergolado trouxe conforto e versatilidade. A expansão do jardim lateral, o estar intimista, a horta em vasos e o orquidário reforçam o caráter sensorial e o cuidado com o detalhe. O resultado é um conjunto coeso e equilibrado, onde cada metro quadrado foi desenhado para potencializar o uso e a presença do verde no cotidiano, provando que o bem-estar habita tanto a amplitude quanto o rigor técnico do espaço otimizado.
Localizada em um lote de esquina no interior de São Paulo, esta residência privilegia a conexão com uma reserva de preservação permanente. O projeto de paisagismo foi estruturado para potencializar essa vista única, orientando toda a área de convívio para o horizonte verde. O desafio técnico residiu no equilíbrio entre a privacidade em relação à via pública e a manutenção da permeabilidade visual. A estratégia utilizou o conceito de "cenário emprestado", onde a vegetação do jardim atua como uma moldura viva, protegendo o interior sem obstruir a paisagem externa. Através de uma curadoria precisa de alturas e densidades, criamos uma transição fluida que resguarda a intimidade dos moradores e, simultaneamente, integra a força da natureza vizinha ao cotidiano da casa, resultando em uma experiência de amplitude e acolhimento.
A água assume o protagonismo absoluto neste projeto de lazer, que integra harmoniosamente piscina, spa, lago ornamental e uma sofisticada horta vertical hidropônica. Mais do que um elemento estético, sua presença é fundamental na regulação passiva do microclima, promovendo o resfriamento natural e a purificação do ar, o que resulta em uma atmosfera de profunda serenidade e bem-estar. Um pergolado foi posicionado estrategicamente para se tornar o ponto focal de convivência e relaxamento, oferecendo a perspectiva ideal para contemplar o lago. Este, por sua vez, atua como um espelho d'água perfeito, refletindo e potencializando a riqueza do paisagismo tropical que envolve toda a área de convívio social.
Vencedora da 7ª edição da Mostra Garden Design 2025, no Shopping D&D em São Paulo, o espaço “Cozinhar, Cultivar, Cuidar”, assinado por Ana Lui e Karen Marini, propõe uma cozinha-jardim contemporânea onde natureza, convivência e bem-estar se encontram.
O projeto integra preparo e cultivo por meio de uma horta afetiva, frutíferas nativas e soluções sustentáveis, criando uma experiência sensorial que une sofisticação, funcionalidade e conexão com os ciclos naturais. Mais do que um ambiente, o espaço convida a desacelerar e transformar o cuidado em parte essencial do viver.










Na mostra Itu Decor 2024, o espaço de 130 m² — premiado na categoria bem-estar — foi concebido como uma imersão sensorial em torno de uma antiga arvore existente, que se tornou o eixo central do projeto. A partir dela, o percurso se desenha de forma fluida, conduzindo o visitante por um “mar” de primaveras, entre balanços e mobiliários esculpidos em madeira natural, sobre um piso drenante de pedriscos que reforça a conexão tátil com o ambiente. O caminho culmina em um lago ornamental com carpas e bordas de areia clara, criando um cenário de contemplação silenciosa e profunda. Ao redor desse ponto focal, diferentes áreas de permanência se articulam com leveza: de um lado, um deck com mobiliário e tenda de sombreamento; do outro, espreguiçadeiras acompanhadas por um delicado guarda-sol em crochê. Ao fundo, a cascata e a vegetação tropical — com marantas, helicônias e palmeiras — envolvem o espaço, criando um fechamento acolhedor e imersivo. Grandes vasos rústicos pontuam o projeto, reforçando a materialidade natural e costurando os ambientes. O resultado é um jardim que convida à pausa, ao sensorial e à reconexão, traduzindo o bem-estar como experiência viva.
Na mostra D&D Garden 2023, o espaço desenvolvido em parceria com a paisagista Karen Marini partiu do conceito de “banho de floresta”, propondo uma imersão sensorial em meio à natureza. A composição trouxe uma banheira inserida entre estratos tropicais, com palmeiras e vegetação densa, criando a sensação de refúgio. Elementos como vasos vietnamitas rústicos, além de um vaso-fonte, reforçaram a materialidade natural e a atmosfera de acolhimento, aproximando o visitante de uma experiência quase instintiva de conexão com o ambiente. Para além do visual, o projeto explorou intensamente os sentidos. Sons da natureza compunham o ambiente, enquanto uma aromaterapia exclusiva — com notas que remetiam à floresta, envolvia o espaço de forma sutil e marcante. O resultado foi uma experiência imersiva, onde paisagem, sensações e memória se entrelaçavam, traduzindo o jardim como um lugar de pausa, reconexão e presença.





